De onde vem o Brinde?

Para brindar o primeiro post do primeiro Blog, nada mais apropriado que começarmos contando a origem deste ato tão comum em momentos em grupo ou sozinhos (eu mesmo já brindei mentalmente a algo ou alguém enquanto estava curtindo solitariamente uma taça de vinho). Brindamos pra celebrar um momento alegre ou triste (ao menos, deveríamos), um encontro, uma despedida, uma conquista, uma data…

Mas de onde veio este costume? Bem, de há muuuito tempo atrás.

Não há registros precisos sobre a real raiz. Mas podemos contar aqui sobre duas vertentes. Uma mais pragmática, e outra, mais singela, digamos.

A versão pragmática

Vamos à primeira: na Idade Média europeia, era comum senhores feudais convidarem os vizinhos de feudo para jantares em suas casas/castelos. Mas, também era comum servir ao convidado uma bebida (cerveja, vinho, whisky, aquavit, dependendo da região – vamos falar mais tarde sobre isso) envenenada. A ideia era que, com a morte do dono do feudo ao lado do seu, você poderia apropriar-se mais facilmente das terras dele e expandir seus territórios. Então, para provar que não havia veneno na bebida servida, o anfitrião entregava ao convidado duas taças ou canecas (na época, de estanho), deixava-o escolher uma e as batiam fortemente antes de beberem, a ponto de misturar as bebidas com o impacto. Assim, provava-se que nenhum dos líquidos estava “batizado”. Aliás, outros dois atos comuns enquanto brindamos também vêm desta época, pelo mesmo motivo: 1) dizer a ressalva “olho no olho”, passando ao convidado que o anfitrião não está escondendo nenhuma intenção; e a clássica saudação “Saúde!” (santé, salute, prosit, cheers, slainté,…), que dispensa explicações. Faz sentido, né?

A versão singela

A segunda versão é um pouco mais romântica. Nasceu mais voltada para o vinho, mas completamente aplicável a qualquer bebida que se aprecie. Dizem os entendidos que o vinho é uma bebida quase completa, abrangendo 4 dos 5 sentidos do corpo humano. Atende à visão com suas cores; ao olfato com seus aromas e bouquets; ao paladar com sua riqueza de sabores, doçura, acidez; e ao tato com suas diferentes densidades ou gaseificações. Faltou apenas a audição, que veio a ser contemplada com o tilintar das taças. Fofo, não?

Agora, me conta nos Comentários qual das duas te apetece mais? Não podemos é deixar de celebrar! Como digo no meu perfil do WhatsApp, “Um brinde à vida, e a tudo que podemos fazer dela!”.

Saúde!

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Publicado por Edu Santoro

Mais de 30 anos de experiência nas áreas de produção internacional, gestão de problemas, planejamento, logística e execução dos mais diversos tipos de produtos e eventos. Além de Restauranteur, enófilo e empreendedor, palestrante, curioso nível hard, sou apaixonado por História, viagens, fotografia, tecnologia, cervejas, vinhos, whiskeys, whiskys, culinária, Agilidade e qualquer ferramenta ou conhecimento - ainda que não relacionado à minha formação de origem - que possa me auxiliar na meta de tornar a vida mais leve, prática e divertida. Pra completar, mais duas paixões: o storytelling e o prazer de difundir o que aprendo.

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